A UBM Sobral Congrega a luta de mulheres por emancipação e justiça social contra a discriminação de gênero e por direitos iguais. Este espaço é destinado à divulgação das atividades da UBM - Sobral, mas é também uma janela para troca de informações, debate de idéias para o fortalecimento do movimento feminista.







quinta-feira, 27 de maio de 2010

Convite

Reunião da Secretaria de Mulheres do PC do B de Sobral.
Data: 07/06/2010
Local: Sede PC do B
Horário: 17hs

terça-feira, 25 de maio de 2010

Dilma Rousseff e sua posição sobre o aborto













Ao ser questionada sobre o aborto, Dilma afirma que considera o aborto uma violência contra a mulher, no sentido de que, as mulheres da periferia se submetem a todo o tipo de situações para conseguir fazer um aborto.
Por isso, sua posição em relação ao aborto é de que ele tem que ser tratado como um caso que necessita de uma política de saúde pública específica.
Alguns sites, como a UOL, por exemplo, traz a manchete “Aborto é violência contra a mulher", diz presidenciável petista Dilma Rousseff”, o que pode causar uma ambigüidade de compreensão, levando a entender que ela se posiciona contra a legalização, o que é incorreto.
Em fevereiro deste ano, falando para a revista Época, ela deixa bem claro o seu posicionamento, que pode ser conferido abaixo.

ÉPOCA – Qual é sua posição sobre o aborto?
Dilma – Nenhuma mulher, feminista ou não, é a favor do aborto. Se você é mulher, consegue imaginar o que o aborto produz numa pessoa, o nível de violência que é. É extremamente distorcida essa questão de falar que fulana ou beltrana é a favor ou contra o aborto. É a favor ou contra o quê? Sou a favor de que haja uma política que trate o aborto como uma questão de saúde pública. As mulheres que não têm acesso a uma clínica particular e moram na periferia tomam uma porção de chá, usam aquelas agulhas de tricô, se submetem a uma violência inimaginável. Por isso, sou a favor de uma política de saúde pública para o aborto."
A entrevista pode ser conferida na íntegra no link: http://dilmapresidente.blogspot.com/2010/02/epoca-entrevista-dilma.html

MINISTÉRIO DA SAÚDE REPUDIA DECLARAÇÃO DE ALEXANDRE GARCIA SOBRE OS PARTOS DE MULHERES SOROPOSITIVAS

Em relação à edição desta sexta-feira (7 de maio) do Boletim "Mais Brasília", com Alexandre Garcia (O ÁUDIO NA ÍNTEGRA), o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde contesta e esclarece as seguintes informações:
1. A infecção pelo HIV não restringe os direitos sexuais nem os direitos reprodutivos dos cidadãos. Como o próprio Alexandre Garcia afirmou na sua coluna, "a saúde é direito de todos e dever do Estado". Não permitir que pessoas que têm HIV/aids tenham filhos é tirar delas o direito à cidadania. Negar isso é violar os direitos humanos fundamentais.
2. É a segunda vez que o jornalista discrimina as pessoas que vivem com HIV/aids em suas declarações. Uma lástima e um retrocesso para o jornalismo brasileiro. A primeira vez pressupõe desinformação, a segunda é uma clara demonstração de preconceito. Com o avanço da terapia antirretroviral no Brasil, há comprovado aumento da sobrevida e melhora significativa na qualidade de vida dos soropositivos. O diagnóstico não é mais uma sentença de morte. Pelo contrário, essas pessoas hoje fazem planos, querem casar e constituir família.
3. A afirmação de que o Ministério da Saúde está estimulando pessoas com HIV a engravidarem é equivocada. A decisão de constituir família é pessoal. No caso das pessoas que vivem com HIV, o Ministério da Saúde deve fornecer informações que possibilitem ao profissional de saúde orientar cada pessoa que deseje ter filhos com as informações mais precisas – sempre embasadas na melhor evidência científica disponível. Países como a Itália e a Inglaterra publicaram, recentemente, recomendações semelhantes. Os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) precisam saber sobre os métodos e riscos envolvidos nessa decisão, pois eles possuem esse direito – se assim desejarem – e já o fazem. Não cabe ao governo interferir no desejo da mulher de ter ou não filhos, mas sim permitir que essas mulheres que querem ser mães tenham seus filhos nas condições mais seguras para elas, para seus parceiros e para seus futuros bebês. Isso não é uma novidade. Em 2008, por exemplo, 3 mil mulheres sabidamente soropositivas engravidaram, comprovando essa realidade. O que se percebe na fala do jornalista é um preconceito descabido e uma desinformação que não condiz com o veículo sério do qual ele é porta-voz.
4. Desde meados da década de 1990, seguindo padrões internacionalmente estabelecidos, o Ministério da Saúde dispõe de um conjunto de diretrizes para prevenção da transmissão vertical do HIV. Essas medidas buscam a promoção dos direitos sexuais e reprodutivos de brasileiros e brasileiras. Estudos nacionais e internacionais comprovam que, quando todas as medidas preventivas são tomadas – uso de medicação antirretroviral durante pré-natal e parto, inibição da lactação e tratamento do bebê por seis semanas – a chance de transmissão do HIV da mãe para o bebê é reduzida para menos de 1%. Ao afirmar que a iniciativa “é uma maluquice”, o jornalista demonstra desconhecer os avanços científicos que reduzem a possibilidade de transmissão do HIV para o filho. O comentarista também deveria saber que o simples fato de “respingar sangue” de uma mulher infectada pelo HIV, durante o parto, não é suficiente para que ocorra transmissão do vírus. O controle da infecção em ambientes hospitalares pressupõe rotinas com precauções universais, não só em relação ao HIV, mas também no que se refere a outras doenças. Além disso, vários artigos científicos sobre o assunto foram publicados recentemente, mostrando a correlação entre transmissibilidade do HIV quando a carga viral é indetectável no sangue, no esperma e nos fluidos vaginais. Tais estudos tornam mais claros os riscos, dependendo da situação clínica de cada indivíduo.
5. Reduzir o número de crianças infectadas pela transmissão vertical, como vem acontecendo no Brasil, tem sido um avanço. O Ministério da Saúde conta com o apoio da emissora para dar à população a informação correta, sem preconceitos, de forma inclusiva, permitindo que essas pessoas exerçam a sua cidadania. Uma declaração discriminatória, como feita pelo jornalista Alexandre Garcia, traz um enorme prejuízo para às pessoas que vivem com HIV/aids.

Atenciosamente,
Mariângela Simão
Diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde
Fonte:
http://www.aids.gov.br/

História das mulheres no Brasil

Uma breve reflexão sobre a história das mulheres no Brasil favorece a compreensão de seu processo de subjetivação, revelando como tem sido sua presença e ação. Isso justifica-se também pela afinidade e conexão que as historiadoras brasileiras mantêm com as idéias das pesquisadoras, anteriormente mencionadas, pela especificidade da formação social brasileira e pelos questionamentos próprios apresentados pelas mulheres.
As reflexões de Hahner (1981) e Del Priore (1988) são muito oportunas para se avaliar como tem sido construída a história das mulheres no Brasil. Hanner afirma que as mulheres precisam ser estudadas nos seus próprios termos, à luz das atividades que executam e das posições que ocupam em suas próprias sociedades. Justifica a importância de se adotar novos pressupostos na participação da mulher na História e “vê essa História como o estudo de sua experiência de vida, atividades, valores, funções, problemas comuns e percepções como mudaram no tempo entre diversos povos, em diferentes lugares, enquanto estudados de uma perspectiva feminina”(Hanner, 1981, p.16). Concentrando-se na “outra metade da humanidade”, “esse tipo de registro histórico pode ajudar-nos a ver como a sociedade funciona, como o poder e os papéis são distribuídos, como operam os mecanismos de controle social, quais são as pré-condições para mudanças sociais, quais são as experiências individuais comuns e quais as diferentes baseadas no
sexo, raça e classe. (Idem, p. 23).
A outra historiadora, Del Priore, considera que escrever uma história da mulher brasileira “significa abandonar as polarizações e deixar emergir a memória de tensões entre os papéis masculinos e femininos, vislumbrando além de seus conflitos e complementaridades o tecido mesmo da narrativa” (Del Priore, 1988, p.11). A autora, reconhecendo as contribuições dos avanços historiográficos, dos últimos dez anos, advoga que “a dialética, sempre utilizada, da dominação masculina versus opressão feminina, deve ser evitada por sua circularidade e substituída pela análise das mediações, no tempo e no espaço, através das quais qualquer dominação se exerce” (Idem, p. 13). Além de compartilhar do movimento internacional de resgate da presença da mulher na História, referida autora julga de grande relevância o compromisso de fazer a história daquela outra metade que milenarmente permaneceu desconhecida. Admite, assim, que o avanço dos estudos sobre a mulher se deve, entre os outros fatores anteriormente já mencionados, à sua participação nas diferentes instâncias e diversas áreas do conhecimento. Concebe que a história das mulheres não é só delas, é também aquela da família, da criança, do trabalho, da mídia, da literatura e das suas imagens frente à sociedade. Del Priore vê a história da mulher como sendo “uma história de complementaridades sexuais, onde se interpenetram práticas sociais, discursos e representações do universo feminino como uma trama, intriga e teia” (Idem, ibidem). Em termos do poder, referida autora afirma que melhor que procurar investigar a possibilidade de as mulheres exercerem o poder é tentar “decodificar que poderes informais e estratégias elas detinham por trás da ficção do poder masculino, e como se articulavam a sua subordinação e resistência” (idem, ibidem), ou seja, qual o espaço que elas se apropriaram para exercer seus contrapoderes. Considera que não é tão relevante fazer a história das mulheres somente em termos da saga de heroínas ou de mártires, “mas sim de enfocar as mulheres através das tensões e das contradições que se estabeleceram em diferentes épocas, entre elas e seu tempo, entre elas e as sociedades nas quais estavam inseridas” (Del Priore, 1997, p.9).
Em resposta à indagação sobre para que serve a história das mulheres, responde: simplesmente para fazê-las existir, viver e ser. Do ponto de vista da História das Mulheres no Brasil, talvez se
possa afirmar que ela existe e que está sendo consolidada, o que é atestado pela produção feminina neste campo do conhecimento. Questões sobre trabalho, sexualidade, maternidade, violência doméstica, participação da mulher na ciência, na literatura, no magistério e na vida religiosa, têm sido motivo de inúmeros estudos e pesquisas, muitos dos quais integram atualmente o livro organizado por Del Priore sobre esse assunto.


Trecho do artigo Mulher, poder e subjetividade
Autor: Maria Isolda Castelo Branco Bezerra de Menezes

sexta-feira, 7 de maio de 2010

O que é a UBM?

A União Brasileira de Mulheres - UBM - é uma entidade nacional , apartidária e sem fins lucrativos, fundada em 1988, que congrega mulheres na luta conta a discriminação de gênero, racial, religiosa ou de qualquer natureza.É uma entidade voltada para a defesa dos direitos e reivindicações das mulheres, que luta contra a opressão da mulher e por sua emancipação.Trabalha pela união e participação da mulher ao lado de demais segmentos da sociedade na luta pela soberania nacional, pelos direitos sociais, por um Brasil cidadão e de igualdade social e de gênero, livre de toda opressão e exploração.Nossa entidade participa de articulações do movimento de mulheres e do movimento feminista nacional e internacional.Realiza atividades de pesquisa sobre questões relativas à mulher, particularmente nas áreas de trabalho, saúde, violência e políticas públicas.Promove seminários, cursos, palestras e debates sobre questões de gênero, inclusive em parceria com outras entidades do movimento de mulheres, do movimento popular, do movimento estudantil e de jovens, e do movimento sindical. Além disso, publica cartilhas, folhetos e boletins. Tudo isto e muito mais!